terça-feira, 17 de novembro de 2015

Frases Marcantes I

"Bem-aventurados aqueles aos quais foi concedido desfrutar dos encantos da sabedoria e serem hóspedes de suas contemplações e dogmas, e, tendo usufruído disso, ainda terem sede, levando consigo um insaciável e inconcluível anseio por ciência."

Fílon, o judeu.

sábado, 31 de outubro de 2015

Visão cristã da sexualidade humana (Artigo de Urbano Zilles)

Título: Visão cristã da sexualidade humana

Periódico: Teocomunicação, v. 39, n. 3 (PUC-RS)

Ano: 2009

Autor: Urbano Zilles

Resumo e palavras chave: não constam na publicação

Comentário pessoal: O artigo é bem escrito e serve muito bem para uma aproximação inicial ao tema da sexualidade na tradição cristã. Obviamente, o objetivo não é esmiuçar detalhes do pensamento de cada autor (antigo e moderno) evocado. Ainda assim, a leitura é proveitosa inclusive para quem se interessa pelo tema da sexualidade nos primeiros períodos da Era Cristã, e planeja estudos mais aprofundados para logo.

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domingo, 4 de outubro de 2015

Uma Torah anti-hedonista em Fílon de Alexandria (artigo)

Título: Uma Torah anti-hedonista em Fílon de Alexandria

Resumo: A Bíblia hebraica não apresenta o prazer como problema. Não obstante, o envolvimento com a tradição filosófica grega trouxe a intérpretes judeus a possibilidade (quiçá a necessidade) de relacionar seu próprio Livro Sagrado com a questão do prazer. Em Fílon de Alexandria, a Torah se envolve de modo direto em uma oposição ao hedonismo. Neste artigo, observo a forma como essa oposição se realiza no texto de Fílon, e sugiro que se trata de uma oposição de discursos motivada não simplesmente pela resistência ao prazer ou por engajamento no contexto filosófico, mas também pela necessidade de preservação da pertinência do próprio Livro. Antes de abordar a obra do exegeta alexandrino, refiro-me brevemente ao que temos a respeito do prazer na Bíblia hebraica/grega, na Carta de Aristeas e em 4 Macabeus. Esse percurso deverá proporcionar o acompanhamento de um processo de mudança na relação entre os escritores judeus e o tema do prazer. Além disso, evidenciará a especificidade e a sofisticação que se encontra em Fílon.

Autor: Cesar Motta Rios

Periódico: Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião (v. 13, n. 39).

Ano: 2015

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sábado, 3 de outubro de 2015

Perguntaram-me por que não pronuncio o nome de Deus?


Por Cesar Rios

Um dia desses, eu comentava que prefiro não pronunciar o nome de Deus. Mateus Dolny perguntou rápido: "Mas por quê?". Obviamente, não falávamos do termo "Deus", que não é o nome de Deus, mas um substantivo comum. O que estava em discussão era a pronúncia ou não do tetragrama, conjunto de quatro letras hebraicas que representam o nome próprio de Deus: יהוה.

Bom, não é por superstição. Não é, também, por acreditar que seja proibido. Nem a Torah, nem os Profetas, nem Jesus ou os apóstolos indicaram que fosse proibido dizer o Nome. Eu não o pronuncio por duas razões básicas:

1) Não sei ao certo como pronunciar. Ninguém sabe. Estou certo de que o começo seria pronunciado Ya, mas, daí pra frente, as hipóteses não são tão conclusivas. Então, por que tentar? Na impossibilidade da certeza, prefiro não me arriscar.

2) Ainda que a impossibilidade da pronúncia não seja algo intrínseco ao Nome, mas fato historicamente causado por uma compreensão muito particular (e extrema) do mandamento divino (que manda não pronunciar o Nome em vão), esse caso linguístico peculiar é carregado de um significado que me agrada. Ao não pronunciar o Nome, lembro que não domino Deus, que não o compreendo inteiramente, que ele está além deste mundo, completamente diferente da criação. O Ser especialíssimo merece um nome tão especial ao ponto de não ser dito!

Mas como cultuar um Deus tão distante cujo nome nem sei pronunciar? Ele proveu o meio ao se fazer presente, reconhecível no Messias, que disse: "Quem me vê vê o Pai". O Significado maior de todas as coisas não cabe num mero significante, mas se mostra o suficiente em Jesus de Nazaré. Um dia, haverá compreensão maior. Por agora, vendo por um espelho embaçado, prefiro não pronunciar seu Nome para me lembrar de que só vejo por um espelho embaçado. Isso, por si só, já me parece um ingrediente indispensável para qualquer que se aproxima de algo chamado teologia. Saber que Ele não é objeto jamais, mas sempre sujeito (chamá-lo de objeto, segundo alguns, é possível, mas com uma série de ressalvas). Ele nunca será dissecado pela razão do teólogo. Nunca. Quem pensa que o pode entender completamente está mais desentendido que todos os outros.

É bom dizer que respeito quem pronuncia o Nome de uma forma ou de outra. Só prefiro não mudar meu costume que, além de me deixar tranquilo com as duas razões acima expostas, ainda tem a vantagem de não incomodar a sensibilidade de meus amigos judeus. Aliás, e antes de terminar, é interessante notar que os apóstolos (que eram judeus!) também preferem não usar o Nome, mas substituí-lo pelo termo grego correspondente a Senhor (Κύριος). Paulo podia usar o Nome (sua sonoridade) usando o alfabeto grego, mas não o faz.

Se algum leitor pronuncia ou não o Nome por motivos diferentes, gostaria de saber. Comente. Posso até mudar de opinião.






sábado, 26 de setembro de 2015

O Obelisco Negro e o rei israelita que adora o rei assírio (Artigo de João Batista R. Santos)

Notável o artigo! Está bem escrito e o autor demonstra domínio do tema.

Título: A proskynesis do rei israelita Yěhû ao rei assírio Šulmānu-ašaridu no “Obelisco Negro”: uma apresentação contextual do relevo

Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo reconstruir alguns fundamentos estruturais geradores da submissão do rei israelita Yěhû ao rei assírio Šulmānu-ašaridu no século 9º a.C. Partindo da hipótese de que a campanha no Levante é a política internacional mais importante do império neoassírio, o encontro entre o “grande rei” assírio e o “pequeno rei” israelita deve ser visto como uma demonstração do protagonismo regional do antigo Israel, Yiśrā’ēl. Nosso objetivo é demonstrar esse contexto político.

Autor: João Batista Ribeiro Santos

Periódico: Caminhando (vol. 19. n. 2)

Data: 2014

Disponível AQUI

terça-feira, 23 de junho de 2015

FRAGMENTOS DE ARTÁPANO EM PORTUGUÊS

Título: Fragmentos de Artápano: Introdução e Tradução

Resumo:
Artápano é personagem consideravelmente inusitado da tradição judaica, justamente por quase completamente desconhecido e não ser unanimemente considerado judeu. Sua obra, contudo, da qual nos restam somente três trechos, deixa vestígios sobre seu projeto literário e o liga inevitavelmente à história das narrativas bíblicas, uma vez que consiste em uma ampliação (e transformação) criativa dos relatos de Gênesis e Êxodo sobre as vidas de “heróis” hebreus.  Esses três trechos são apresentados aqui em uma tradução anotada, que é antecedida por uma introdução, na qual se discutem brevemente questões importantes para uma leitura informada desses fragmentos.

Periódico: Classica (Revista da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos)

Ano: 2014

Autor: Cesar Motta Rios

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Carta de Sêneca sobre as Riquezas e a Filosofia

Título: Apresentação e Tradução Anotada da Carta de Sêneca sobre as Riquezas e a Filosofia - um documento útil para pensar a proposta de Jesus a respeito das riquezas

Autor: Cesar Motta Rios

Periódico: Teologia e Espiritualidade (Curitiba) 

Resumo: Ofereço neste texto uma tradução da Carta de Sêneca sobre as riquezas e a filosofia, acompanhada por uma apresentação e notas. Na apresentação, procuro demonstrar a relevância desse documento antigo, quase contemporâneo dos discursos de Jesus e, ainda mais, do registro escrito dos Evangelhos, para a reflexão a respeito das colocações do Messias sobre o problema das riquezas. Não proponho que haja qualquer dependência entre as propostas dos dois. Mas o leitor perceberá semelhanças notáveis e se beneficiará do argumento mais prolongado do filósofo. O texto de Sêneca propicia justamente a percepção da natureza do problema das riquezas enfrentado por Jesus de forma frequente, mas bastante sucinta e pontual, em diálogos que não possibilitam a percepção do que está de fato em jogo, a não ser que se atente para as minúcias do dito. A meu ver, a carta de Sêneca nos favorece nesse exercício.


Palavras-chave: Sêneca; Jesus; Riquezas.


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