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segunda-feira, 11 de julho de 2016
Catálogo de portos da Antiguidade
terça-feira, 23 de junho de 2015
FRAGMENTOS DE ARTÁPANO EM PORTUGUÊS
Título: Fragmentos de Artápano: Introdução e Tradução
Resumo:
Resumo:
Artápano é personagem consideravelmente inusitado da tradição
judaica, justamente por quase completamente desconhecido e não ser
unanimemente considerado judeu. Sua obra, contudo, da qual nos restam
somente três trechos, deixa vestígios sobre seu projeto literário e o
liga inevitavelmente à história das narrativas bíblicas, uma vez que
consiste em uma ampliação (e transformação) criativa dos relatos de Gênesis e Êxodo sobre
as vidas de “heróis” hebreus. Esses três trechos são apresentados aqui
em uma tradução anotada, que é antecedida por uma introdução, na qual
se discutem brevemente questões importantes para uma leitura informada
desses fragmentos.
Periódico: Classica (Revista da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos)
Ano: 2014
Autor: Cesar Motta Rios
Periódico: Classica (Revista da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos)
Ano: 2014
Autor: Cesar Motta Rios
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quinta-feira, 23 de abril de 2015
Carta de Sêneca sobre as Riquezas e a Filosofia
Título: Apresentação e Tradução Anotada da Carta de Sêneca sobre as Riquezas e a Filosofia - um documento útil para pensar a proposta de Jesus a respeito das riquezas
Autor: Cesar Motta Rios
Autor: Cesar Motta Rios
Periódico: Teologia e Espiritualidade (Curitiba)
Resumo: Ofereço neste texto uma tradução da Carta de Sêneca sobre as
riquezas e a filosofia, acompanhada por uma apresentação e notas. Na
apresentação, procuro demonstrar a relevância desse documento antigo, quase
contemporâneo dos discursos de Jesus e, ainda mais, do registro escrito dos
Evangelhos, para a reflexão a respeito das colocações do Messias sobre o
problema das riquezas. Não proponho que haja qualquer dependência entre as
propostas dos dois. Mas o leitor perceberá semelhanças notáveis e se beneficiará
do argumento mais prolongado do filósofo. O texto de Sêneca propicia justamente
a percepção da natureza do problema das riquezas enfrentado por Jesus de forma
frequente, mas bastante sucinta e pontual, em diálogos que não possibilitam a
percepção do que está de fato em jogo, a não ser que se atente para as minúcias
do dito. A meu ver, a carta de Sêneca nos favorece nesse exercício.
Palavras-chave: Sêneca; Jesus; Riquezas.
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segunda-feira, 21 de julho de 2014
Sobre as variadas condições de vida no século I d.C. - Tradução de trecho de Fílon de Alexandria
![]() | |||
| coleção de frascos do período romano - Museu da Fundação Calouste Gulbenkian |
por Cesar Rios
No imaginário de muitos, o século I d.C. figura como um tempo empoeirado.
Isso pode fazer parecer que não havia opções de vidas diferentes, gradações
diversas entre ricos e pobres, opções de consumo desejáveis para os que se
dedicavam a ter mais riquezas. (E isso gera, também, interpretações toscas, como a daqueles que afirmam que a jumenta sobre a qual Jesus entrou em Jerusalém era como a Ferrari da época.) É óbvio que a diversidade (e frequente novidade)
que há na oferta de produtos e serviços de nosso tempo não tem precedentes.
Encher um hipermercado com tantas coisas diferentes na Idade Média ou até mesmo
na primeira metade do século passado seria inviável. Contudo, no primeiro século
da Era Cristã havia, sim, uma variedade considerável de produtos e serviços
disponíveis para aqueles que podiam pagar por eles. Se um filósofo ou líder
religioso convidava seus seguidores a deixarem em segundo plano a aquisição de
bens, isso tinha consequências práticas no acesso dessas pessoas a uma série de
coisas deveras agradáveis. Não é correto, então, de pensar que para os
possíveis seguidores de hoje a situação seria muito mais difícil.
O trecho que apresento abaixo, traduzido por mim, é da obra de Fílon de Alexandria. Não intentarei tratar do pensamento do autor alexandrino aqui, nem explicarei o contexto exegético em que se acha o trecho que recorto (contexto curioso, no qual José é interpretado de modo muito negativo). Quero simplesmente tomar sua exposição como retrato de um tempo, que é justamente o tempo de Jesus, pois Fílon é contemporâneo dele. A ilustração que o alexandrino tece nos leva a visualizar bem as diferenças entre a vida dos abastados e dos pobres, em diversos aspectos. De que maneira gostaríamos de viver naquele tempo? Estaríamos dispostos a abrir mão de tantas coisas para viver “empoeirados” ou “em cadeias” por causa de uma mensagem?
Sobre os Sonhos 2.47-64
E, com relação
ao objetivo e zelo de vida dele, testemunha também, e não menos, o nome. Pois
“José” é interpretado “adição”. E a vã glória sempre acrescenta o ilegítimo ao
genuíno, o estranho ao familiar, a mentira à verdade, o excedente à autossuficiência,
frouxidão à vida biológica e arrogância à vida do dia a dia.
Examina o que é que quero demonstrar. Com comidas e bebidas nos alimentamos, ainda que seja um baratíssimo pão de cevada e água de fonte. Por que, então, a vã glória agregou milhares de tipos de massas de bolos de leite e bolos de mel, além de trabalhosas e totalmente variadas misturas de incontáveis vinhos, temperadas mais para a fruição do prazer do que para o aproveitamento da nutrição?
Novamente, condimentos necessários à comida [são] cebolas, vegetais, muitas das frutas e, ainda, queijo, e se algo mais há de semelhante modo. E se queres, considerando as pessoas que comem carne, escrevemos junto a esses também peixe e carne.
Ora, então não seria suficiente se servir depois de assar em brasa e grelhar de modo improvisado ao fogo, à maneira dos heróis, que eram verdadeiramente homens? Mas o glutão não se apressa somente em direção essas. Tendo recebido a vã glória como aliada, e tendo despertado a paixão delicada que há nele mesmo, investiga e procura por cozinheiros e organizadores de mesas famosos nessa arte.
Esses que agitaram iscas descobertas há muito tempo diante do miserável ventre, que prepararam peculiaridades de sabores, e que as dispuseram ordenadamente, adulam e domesticam a língua. Em seguida, imediatamente, atraem o paladar, passagem para os sentidos, por meio do qual, sem demora, aquele que é ávido por jantares se revela escravo em vez de livre.
Quem é que não sabe que o vestuário foi preparado primeiramente para o corpo contra os danos que sobrevêm a partir do frio congelante e do forte calor? Corta-vento, por um lado, como os poetas dizem em algum lugar, no inverno... [lacuna de uma linha]
Quem, então, elabora com destreza as túnicas púrpuras? Quem, as peças de roupa leves e transparentes? Quem, vestes fiadas como que por aranhas? Quem, as decoradas com flores, com tingimentos ou bordados, por meio daqueles que são experientes para tingir por imersão ou tecer coisas coloridas, e que superam a representação que se encontra na arte da pintura? Não é a vã glória?
Mas, de fato, também casas, pelas mesmas razões, se fizeram necessárias a nós, de modo que não sejamos feridos por animais selvagens ou por seres humanos ainda mais selvagens quanto à natureza, os quais nos perseguem. Por que, então, ornamentamos os pisos e as paredes com pedras caras? E por que vamos à Ásia, à Líbia, a toda a Europa e às ilhas, procurando por colunas selecionadas segundo a origem, e por marcos.
E por que, ao adornarmos os capiteis, nos diligenciamos e rivalizamos a respeito dos entalhes dóricos, jônicos e coríntios e quantas coisas inventam aqueles que desdenham das normas estabelecidas? E por que preparamos aposentos masculinos e femininos com tetos de ouro? Não é, então, pela vã glória?
E, decerto, para o sono seria suficiente um chão macio – visto que conta-se que até os dias de hoje os gimnosofistas, entre os indianos, se deitam no chão por costumes ancestrais – e, se isso não bastar, um leito de folhas, ou então uma cama feita de pedras ajuntadas ou de madeiras baratas.
Mas, com efeito, se produzem em longo tempo e com muitos trabalhos e despesas pés de marfim nas armações e divãs com madrepérolas caras e envolvidos em capas multicores. Alguns são todo de prata, todo de ouro e cravejados de pedras preciosas, com roupas de cama bordadas com flores e tecidas com ouro, como tendo sido ornamentados para exibição e pompa, não para a necessidade de cada dia. Desses, o artesão é a vã glória.
E por que seria preciso procurar para unguentos algo além do fruto espremido da oliveira? Porque suaviza, libera a fatiga do corpo e promove uma boa condição corporal. E se porventura alguma parte vier a estar frouxa, ele a ajunta com compactação e coloca um tônus e um vigor que não é inferior ao de nenhuma outra.
Não obstante, em afronta a coisas tão úteis, são erigidos como fortalezas os prazerosos unguentos da vã glória, para os quais os perfumeiros trabalham penosamente e contribuem grandes países - Síria, Babilônia, Índia e Cítia - nos quais estão as produções das ervas aromáticas.
Para o beber, então, o que é preciso além do copo da natureza, uma obra de arte no mais alto nível? Esse copo são as nossas mãos. Alguém que as ajunta como uma só, coloca em forma de concha, e muito bem as posiciona junto à boca enquanto outro verte a bebida obtém não somente remédio para a sede, mas também um prazer indescritível.
E se for absolutamente necessária outra coisa, o copo rústico do agricultor não seria adequado? Seria necessário procurar pelas artes de outros ilustres? Por que preparar generosa quantidade de taças de prata e de outro, se não pela arrogância, que é grandemente insolente, e pela vã glória, que vai e vem em oscilação.
Quando também algumas pessoas julgam digno serem coroadas não com uma cheirosa coroa de louro, nem de canela, de violetas ou lírios, ou rosa, ou ramo de oliveira, ou, em resumo, de alguma flor, a desdenhar assim os presentes de Deus, que ele entrega pelas estações anuais, suspendem [coroas] de ouro sobre a cabeça, uma carga pesadíssima, em meio à ágora repleta de pessoas sem pudor, o que mais se deve julgar além do fato de que são escravos da vã glória, enquanto alegam não somente serem livres, mas também líderes de muitos outros?
O dia me abandonará enquanto exponho as corrupções da vida humana. E, de fato, por que é necessário me delongar? Pois quem nunca as ouviu, e quem não é um espectador dessas coisas? Ora, de fato, quem não está habituado e acostumado com elas? De modo que, de maneira totalmente correta, a Palavra Sagrada nomeou como “Adição” aquele que é tanto inimigo da modéstia, quanto companheiro da arrogância.
Pois exatamente como nas árvores crescem brotos estranhos a elas, grandes infortúnios para os genuínos, os quais os agricultores purificam e cortam por cuidado para com o que é necessário, assim também, junto a uma vida verdadeira e modesta, brota a vida mentida e cheia arrogância, da qual, até os dias de hoje, ninguém encontrou um agricultor que tenha cortado o rebento danoso pelas próprias raízes.
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quarta-feira, 2 de julho de 2014
As seitas judaicas nos tempos de Jesus
por Cesar Rios
Flávio Josefo é testemunha privilegiada do contexto religioso na Judeia do século I d.C.. Ele não só conviveu de perto com cada um dos grupos judaicos ali presentes, como os experimentou na prática, conforme diz em sua autobiografia (Vida de Flávio Josefo, 10ss). Josefo é um judeu de família sacerdotal, que e vivia em Jerusalém antes de ser levado a Roma como escravo, e que, depois disso, se tornou um grande historiador dedicado a escrever em grego sobre os judeus. Conhecer minimamente o que ele diz sobre os saduceus, fariseus e essênios é um pequeno, mas importante passo. O Novo Testamento não nos dá informações além das imprescindíveis para seu próprio (e inigualável) interesse. Saduceus e fariseus, por sua vez, não nos legaram testemunhos escritos deles mesmos. E não temos absoluta certeza sobre a relação entre muitos dos textos encontrados em Qumran e os essênios (assunto para o futuro).
Pois bem, a seguir ofereço uma pequena seleção de trechos em minha própria e apressada tradução. Espero que lhe seja útil.
Observo que o primeiro trecho não apresenta propriamente uma seita judaica, mas um movimento revoltoso. Josefo chama seu líder, um certo galileu chamado Judas (que não deve ser conhecido com nenhum dos dois Judas dos Evangelhos), de sofista. Logo, se referirá a saduceus, fariseus e essênios como filósofos. Fica evidente que ele apresenta essas seitas (haíresis, termo que não tem nenhuma conotação pejorativa) em oposição ao referido movimento revoltoso. Para ressaltar essa impressão, basta lembrar da insistente oposição entre sofista e filósofo em Platão.
Seguem os trechos Guerra dos Judeus (aprox. 75 d.C.):
Τῆς δὲ Ἀρχελάου χώρας εἰς
ἐπαρχίαν περιγραφείσης ἐπίτροπος τῆς ἱππικῆς παρὰ Ῥωμαίοις τάξεως Κωπώνιος
πέμπεται μέχρι τοῦ κτείνειν λαβὼν παρὰ Καίσαρος ἐξουσίαν. ἐπὶ τούτου τις ἀνὴρ
Γαλιλαῖος Ἰούδας ὄνομα εἰς ἀπόστασιν ἐνῆγε τοὺς ἐπιχωρίους κακίζων, εἰ φόρον τε
Ῥωμαίοις τελεῖν ὑπομενοῦσιν καὶ μετὰ τὸν θεὸν οἴσουσι θνητοὺς δεσπότας. ἦν δ᾽ οὗτος
σοφιστὴς ἰδίας αἱρέσεως οὐδὲν τοῖς ἄλλοις προσεοικώς.
Sob o reinado desse
[Arquelau], certo homem galileu, de nome Judas, começou a persuadir os
habitantes do país para a revolta reprovando-os: “se eles se submetem a pagar
tributo aos romanos, suportarão senhores mortais junto de Deus”. Esse homem era
um mestre (sofista) de sua própria seita, e não tinha semelhança com os outros.
B.J. II 8.1
Τρία γὰρ παρὰ Ἰουδαίοις
εἴδη φιλοσοφεῖται, καὶ τοῦ μὲν αἱρετισταὶ Φαρισαῖοι, τοῦ δὲ Σαδδουκαῖοι, τρίτον
δέ, ὃ δὴ καὶ δοκεῖ σεμνότητα ἀσκεῖν, Ἐσσηνοὶ καλοῦνται, Ἰουδαῖοι μὲν γένος ὄντες,
φιλάλληλοι δὲ καὶ τῶν ἄλλων πλέον. οὗτοι τὰς μὲν ἡδονὰς ὡς κακίαν ἀποστρέφονται,
τὴν δὲ ἐγκράτειαν καὶ τὸ μὴ τοῖς πάθεσιν ὑποπίπτειν ἀρετὴν ὑπολαμβάνουσιν.
Pois, entre os judeus,
se filosofa de três formas. De uma são adeptos os fariseus, de outra os
saduceus, e há a terceira, que também parece exercitar a seriedade. [Estes
últimos] são chamados essênios, os quais são judeus com relação à etnia, e são mutuamente
amigáveis, mais do que os outros. E eles se afastam do prazer como uma coisa
má, e consideram ser uma virtude o autocontrole e o não se submeter às paixões.
B.J. II 8.2
Δύο δὲ τῶν προτέρων
Φαρισαῖοι μὲν οἱ μετὰ ἀκριβείας δοκοῦντες ἐξηγεῖσθαι τὰ νόμιμα καὶ τὴν πρώτην ἀπάγοντες
αἵρεσιν εἱμαρμένῃ τε καὶ θεῷ προσάπτουσι πάντα, καὶ τὸ μὲν πράττειν τὰ δίκαια
καὶ μὴ κατὰ τὸ πλεῖστον ἐπὶ τοῖς ἀνθρώποις κεῖσθαι, βοηθεῖν δὲ εἰς ἕκαστον καὶ
τὴν εἱμαρμένην: ψυχήν τε πᾶσαν μὲν ἄφθαρτον, μεταβαίνειν δὲ εἰς ἕτερον σῶμα τὴν
τῶν ἀγαθῶν μόνην, τὰς δὲ τῶν φαύλων ἀιδίῳ τιμωρίᾳ κολάζεσθαι.
E [restam] as duas
primeiras. Os fariseus, que parecem com diligência explicar as coisas que são
conforme a lei, e que separaram a primeira seita (haíresis), atribuem todas as coisas a Deus e ao destino; e o
praticar a justiça ou não reside, em grande parte, nos [próprios] seres
humanos, mas também o destino vem ao auxílio de cada um; toda alma, por um
lado, é imortal, somente a dos bons, por outro lado, passa para outro corpo,
enquanto a dos maus é castigada com uma vingança eterna. B.J. II 8.14
Σαδδουκαῖοι δέ, τὸ
δεύτερον τάγμα, τὴν μὲν εἱμαρμένην παντάπασιν ἀναιροῦσιν καὶ τὸν θεὸν ἔξω τοῦ
δρᾶν τι κακὸν ἢ ἐφορᾶν τίθενται: φασὶν δ᾽ ἐπ᾽ ἀνθρώπων ἐκλογῇ τό τε καλὸν καὶ τὸ
κακὸν προκεῖσθαι καὶ κατὰ γνώμην ἑκάστου τούτων ἑκατέρῳ προσιέναι. ψυχῆς τε τὴν
διαμονὴν καὶ τὰς καθ᾽ ᾄδου τιμωρίας καὶ τιμὰς ἀναιροῦσιν. καὶ Φαρισαῖοι μὲν
φιλάλληλοί τε καὶ τὴν εἰς τὸ κοινὸν ὁμόνοιαν ἀσκοῦντες, Σαδδουκαίων δὲ καὶ πρὸς
ἀλλήλους τὸ ἦθος ἀγριώτερον αἵ τε ἐπιμιξίαι πρὸς τοὺς ὁμοίους ἀπηνεῖς ὡς πρὸς ἀλλοτρίους.
τοιαῦτα μὲν περὶ τῶν ἐν Ἰουδαίοις φιλοσοφούντων εἶχον εἰπεῖν.
Já os saduceus, a
segunda ordem, excluem
completamente o destino e colocam Deus de fora do âmbito da prática do mal ou
de sua supervisão. Dizem que para a escolha dos seres humanos está disposto o
mal e o bem, e que conforme o julgamento de cada pessoa é que se admite um ou o
outro. E excluem também a continuidade da alma, as punições e honras do hades.
E enquanto os fariseus, por um lado, são mutuamente amigáveis e exercitam a
concórdia com vistas ao que é compartilhado, os saduceus, por outro lado, até
no trato de uns para com os outros têm o costume mais selvagem, e o
envolvimento para com seus iguais é rude como se fosse para com estranhos. Era
isso o que eu tinha a dizer a respeito dos que são filósofos entre os judeus. B.J.
II 8.14
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